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Perda do cargo público por condenação criminal judicial transitada em julgado

2020.10.26 22:29 StudyItAgain Perda do cargo público por condenação criminal judicial transitada em julgado

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  1. Localização do tema: Direito Penal: Sentença penal condenatória. Efeitos.
  2. Objetivo: entender as situações nas quais o agente público perderá o cargo que ocupa após ser condenado criminalmente.
  3. Marco normativo: art. 92, do Código Penal
Art. 92 - São também efeitos da condenação: I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. [...] Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
  1. E se o agente praticou o crime no cargo X, mas atualmente ocupa o cargo Y? Poderá perder esse último?
Segundo Masson (Direito Penal - Parte Geral, v. 1, p. 698)
"Via de regra, esse efeito da condenação restringe-se ao cargo, função pública ou mandato eletivo ocupado pelo funcionário público na data em ue o crime foi praticado. No caso concreto, entretanto, o magistrado pode estendê-lo a cargo, função ou mandato eletivo diverso, exercido pelo agente ao tempo da condenação, caso entenda que o novo posto guarda relação com as atribuições anteriores".
O professor Masson cita como referência o REsp. 1.452.935.
Todavia, o STJ, julgando ação de improbidade administrativa (portanto, não se trata de condenação penal), decidiu mais recentemente que:
"... a penalidade de perda da função pública imposta em ação de improbidade administrativa atinge tanto o cargo que o infrator ocupava quando praticou a conduta ímproba quanto qualquer outro que esteja ocupando ao tempo do trânsito em julgado da sentença condenatória".
A fundamentação para essa perda é, segundo o relator do voto vencedor:
"que a perda de cargo é aplicável à função exercida pelo agente público no momento do trânsito em julgado da ação. Segundo ele, a sanção – prevista no artigo 12 da Lei 8.429/1992 – visa afetar o vínculo jurídico que o agente mantém com a administração pública, seja qual for sua natureza, uma vez que a improbidade não está ligada ao cargo, mas à atuação na administração pública. Francisco Falcão observou que essa questão tem sido amplamente discutida no STJ, e a Segunda Turma possui jurisprudência firme no sentido de que a sanção de perda da função pública pretende extirpar da administração aquele que exibiu inidoneidade (ou inabilitação) moral e desvio ético para o exercício do cargo – o que abrange qualquer atividade que o agente esteja exercendo ao tempo do trânsito em julgado (REsp 924.439). "Quem exerce um cargo público e, se aproveitando da função pública, se locupleta do poder que exerce sobre essa atividade, merece ser punido com rigor. Assim, qualquer que seja a atividade que o agente esteja exercendo ao tempo da condenação irrecorrível, ele deve ser afastado", afirmou."
Parece, pois, que a mesma ratio poderia ser aplicável às ações penais. Mas... não é!
Com efeito o STJ tem acórdão oriundo de ação penal afirmando que só se pode perder o cargo que houver conexão com o delito:
"A perda do cargo público, por violação de dever inerente a ele, necessita ser por crime cometido no exercício desse cargo, valendo-se o envolvido da função para a prática do delito. No caso, a fundamentação utilizada na origem para impor a perda do cargo referiu-se apenas ao cargo em comissão ocupado pelas pacientes na comissão de licitação quando da prática dos delitos, que não guarda relação com o cargo efetivo, ao qual também foi, sem fundamento idôneo, determinada a perda" – afirmou o relator, ministro Sebastião Reis Júnior. (STJ. HC 482458 )
  1. Requisitos
Como se nota da leitura do art. 92, há duas situações diferentes: a primeira, mais grave, trata do agente que praticou ato com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. Veja que, como se trata de crime praticado com ligação com as funções do agente, que age com abuso de poder ou violação de dever público, a sanção mínima exigida para perda do cargo é mais baixa: apenas 1 ano. A segunda situação não exige essa proximidade com a Administração Pública, de modo que o crime precisa ter pena mais alta para que o agente corra o risco de perder o cargo: o que somente ocorrerá se a condenação for a pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 anos! Há, assim, certa racionalidade na sanção.
O artigo fala em "pena privativa de liberdade" o que nos faz questionar sobre as penas restritivas de direitos.
Em acórdão com o qual tenho certa dificuldade em concordar (foda-se, minha opinião não conta, lembre-se), o STJ afirmou que mesmo que a pena privativa de liberdade tenha sido substituída por restritiva de direitos a sanção é aplicável, vez que "a perda do cargo não está adstrita à efetiva privação da liberdade do réu" (STJ AgRg no Resp 1208940).
  1. Casos específicos
6.1. A perda do mandato dos deputados federais e senadores
Não se pode aplicar o art. 92, do Código Penal sem antes analisar o art. 55, §2º, da CF:
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: [...] III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; [...] VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. § 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
O STF assim interpreta a questão, equalizando os incisos III e VI acima:
Perda do mandato parlamentar. É da competência das Casas Legislativas decidir sobre a perda do mandato do congressista condenado criminalmente (art. 55, VI e § 2º, da CF). Regra excepcionada – adoção, no ponto, da tese proposta pelo eminente revisor, ministro Luís Roberto Barroso – quando a condenação impõe o cumprimento de pena em regime fechado, e não viável o trabalho externo diante da impossibilidade de cumprimento da fração mínima de 1/6 da pena para a obtenção do benefício durante o mandato e antes de consumada a ausência do congressista a 1/3 das sessões ordinárias da Casa Legislativa da qual faça parte. Hipótese de perda automática do mandato, cumprindo à Mesa da Câmara dos Deputados declará-la, em conformidade com o art. 55, III, § 3º, da CF. Precedente: MS 32.326 MC/DF, rel. min. Roberto Barroso, 2-9-2013. [AP 694, rel. min. Rosa Weber, j. 2-5-2017, 1ª T, DJE de 31-8-2017.] AP 565, rel. min. Cármen Lúcia, j. 8-8-2013, P, DJE de 23-5-2014 Vide AP 996, rel. Min. Edson Fachin, j. 29-5-2018, 2ª T, DJE de 8-2-2019
Ou seja: regra: a Casa decide sobre a perda do mandato; exceção: se a condenação em regime fechado impossibilitar o comparecimento à terça parte das sessões ordinárias da Casa.
Entre a perda por decisão da Casa e a perda por impossibilidade de comparecimento ao mínimo das sessões temos o que gera uma das figuras mais estapafúrdias do direito brasileiro: o parlamentar presidiário. O sujeito foi condenado, por exemplo, a uma pena a ser cumprida em regime semiaberto, o que o permite trabalhar, mas deve dormir no presídio. Assim, o parlamentar pode durante o dia influenciar nos rumos da nação, votando matérias da mais alta importância, desde que, à noite, se recolha ao cárcere :)
6.2. Membros do MP
A questão aqui é simples: para que um membro do MP perca seu cargo são necessárias duas condenações, uma em ação penal e outra em ação cível específica, ou basta uma só?
A controvérsia surge da leitura do art. 38, §1º, I a III, da LONMP:
Art. 38. Os membros do Ministério Público sujeitam-se a regime jurídico especial e têm as seguintes garantias: [...] § 1º O membro vitalício do Ministério Público somente perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado, proferida em ação civil própria, nos seguintes casos: I - prática de crime incompatível com o exercício do cargo, após decisão judicial transitada em julgado; II - exercício da advocacia; III - abandono do cargo por prazo superior a trinta dias corridos.
Veja que a lei expressamente cita "ação civil" própria.
A doutrina de Mazzili, referência dentro do próprio MP, considera a norma excessivamente protetiva e argumenta que se a lei poderia prever outras hipóteses de perda do cargo respeitando a necessidade de trânsito em julgado para tanto, sendo aplicável, pois, a sanção do art. 92, do CP.
Porém, o STJ faz uma interpretação mais próxima da literalidade do artigo e afirma serem necessárias duas ações: uma penal e, posteriormente, outra cível (REsp 1251621).
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2020.10.26 21:32 StudyItAgain Perda do cargo público por condenação criminal judicial transitada em julgado

  1. Localização do tema: Direito Penal: Sentença penal condenatória. Efeitos.
  2. Objetivo: entender as situações nas quais o agente público perderá o cargo que ocupa após ser condenado criminalmente.
  3. Marco normativo: art. 92, do Código Penal
Art. 92 - São também efeitos da condenação:
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública;
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.
[...]
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

  1. E se o agente praticou o crime no cargo X, mas atualmente ocupa o cargo Y? Poderá perder esse último?
Segundo Masson (Direito Penal - Parte Geral, v. 1, p. 698)
"Via de regra, esse efeito da condenação restringe-se ao cargo, função pública ou mandato eletivo ocupado pelo funcionário público na data em ue o crime foi praticado. No caso concreto, entretanto, o magistrado pode estendê-lo a cargo, função ou mandato eletivo diverso, exercido pelo agente ao tempo da condenação, caso entenda que o novo posto guarda relação com as atribuições anteriores".
O professor Masson cita como referência o REsp. 1.452.935.
Todavia, o STJ, julgando ação de improbidade administrativa (portanto, não se trata de condenação penal), decidiu mais recentemente que:
"... a penalidade de perda da função pública imposta em ação de improbidade administrativa atinge tanto o cargo que o infrator ocupava quando praticou a conduta ímproba quanto qualquer outro que esteja ocupando ao tempo do trânsito em julgado da sentença condenatória".
A fundamentação para essa perda é, segundo o relator do voto vencedor:
"que a perda de cargo é aplicável à função exercida pelo agente público no momento do trânsito em julgado da ação.
Segundo ele, a sanção – prevista no artigo 12 da Lei 8.429/1992 – visa afetar o vínculo jurídico que o agente mantém com a administração pública, seja qual for sua natureza, uma vez que a improbidade não está ligada ao cargo, mas à atuação na administração pública.
Francisco Falcão observou que essa questão tem sido amplamente discutida no STJ, e a Segunda Turma possui jurisprudência firme no sentido de que a sanção de perda da função pública pretende extirpar da administração aquele que exibiu inidoneidade (ou inabilitação) moral e desvio ético para o exercício do cargo – o que abrange qualquer atividade que o agente esteja exercendo ao tempo do trânsito em julgado (REsp 924.439).
"Quem exerce um cargo público e, se aproveitando da função pública, se locupleta do poder que exerce sobre essa atividade, merece ser punido com rigor. Assim, qualquer que seja a atividade que o agente esteja exercendo ao tempo da condenação irrecorrível, ele deve ser afastado", afirmou."
Parece, pois, que a mesma ratio poderia ser aplicável às ações penais. Mas... não é!
Com efeito o STJ tem acórdão oriundo de ação penal afirmando que só se pode perder o cargo que houver conexão com o delito:
"A perda do cargo público, por violação de dever inerente a ele, necessita ser por crime cometido no exercício desse cargo, valendo-se o envolvido da função para a prática do delito. No caso, a fundamentação utilizada na origem para impor a perda do cargo referiu-se apenas ao cargo em comissão ocupado pelas pacientes na comissão de licitação quando da prática dos delitos, que não guarda relação com o cargo efetivo, ao qual também foi, sem fundamento idôneo, determinada a perda" – afirmou o relator, ministro Sebastião Reis Júnior. (STJ. HC 482458 )

  1. Requisitos
Como se nota da leitura do art. 92, há duas situações diferentes: a primeira, mais grave, trata do agente que praticou ato com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. Veja que, como se trata de crime praticado com ligação com as funções do agente, que age com abuso de poder ou violação de dever público, a sanção mínima exigida para perda do cargo é mais baixa: apenas 1 ano. A segunda situação não exige essa proximidade com a Administração Pública, de modo que o crime precisa ter pena mais alta para que o agente corra o risco de perder o cargo: o que somente ocorrerá se a condenação for a pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 anos! Há, assim, certa racionalidade na sanção.
O artigo fala em "pena privativa de liberdade" o que nos faz questionar sobre as penas restritivas de direitos.
Em acórdão com o qual tenho certa dificuldade em concordar (foda-se, minha opinião não conta, lembre-se), o STJ afirmou que mesmo que a pena privativa de liberdade tenha sido substituída por restritiva de direitos a sanção é aplicável, vez que "a perda do cargo não está adstrita à efetiva privação da liberdade do réu" (STJ AgRg no Resp 1208940).

  1. Casos específicos
6.1. A perda do mandato dos deputados federais e senadores
Não se pode aplicar o art. 92, do Código Penal sem antes analisar o art. 55, §2º, da CF:
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
[...]
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
[...]
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

O STF assim interpreta a questão, equalizando os incisos III e VI acima:
Perda do mandato parlamentar. É da competência das Casas Legislativas decidir sobre a perda do mandato do congressista condenado criminalmente (art. 55, VI e § 2º, da CF). Regra excepcionada – adoção, no ponto, da tese proposta pelo eminente revisor, ministro Luís Roberto Barroso – quando a condenação impõe o cumprimento de pena em regime fechado, e não viável o trabalho externo diante da impossibilidade de cumprimento da fração mínima de 1/6 da pena para a obtenção do benefício durante o mandato e antes de consumada a ausência do congressista a 1/3 das sessões ordinárias da Casa Legislativa da qual faça parte. Hipótese de perda automática do mandato, cumprindo à Mesa da Câmara dos Deputados declará-la, em conformidade com o art. 55, III, § 3º, da CF. Precedente: MS 32.326 MC/DF, rel. min. Roberto Barroso, 2-9-2013. [AP 694, rel. min. Rosa Weber, j. 2-5-2017, 1ª T, DJE de 31-8-2017.] AP 565, rel. min. Cármen Lúcia, j. 8-8-2013, P, DJE de 23-5-2014 Vide AP 996, rel. Min. Edson Fachin, j. 29-5-2018, 2ª T, DJE de 8-2-2019
Ou seja: regra: a Casa decide sobre a perda do mandato; exceção: se a condenação em regime fechado impossibilitar o comparecimento à terça parte das sessões ordinárias da Casa.
Entre a perda por decisão da Casa e a perda por impossibilidade de comparecimento ao mínimo das sessões temos o que gera uma das figuras mais estapafúrdias do direito brasileiro: o parlamentar presidiário. O sujeito foi condenado, por exemplo, a uma pena a ser cumprida em regime semiaberto, o que o permite trabalhar, mas deve dormir no presídio. Assim, o parlamentar pode durante o dia influenciar nos rumos da nação, votando matérias da mais alta importância, desde que, à noite, se recolha ao cárcere :)
6.2. Membros do MP
A questão aqui é simples: para que um membro do MP perca seu cargo são necessárias duas condenações, uma em ação penal e outra em ação cível específica, ou basta uma só?
A controvérsia surge da leitura do art. 38, §1º, I a III, da LONMP:
Art. 38. Os membros do Ministério Público sujeitam-se a regime jurídico especial e têm as seguintes garantias:
[...]
§ 1º O membro vitalício do Ministério Público somente perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado, proferida em ação civil própria, nos seguintes casos:
I - prática de crime incompatível com o exercício do cargo, após decisão judicial transitada em julgado;
II - exercício da advocacia;
III - abandono do cargo por prazo superior a trinta dias corridos.

Veja que a lei expressamente cita "ação civil" própria.
A doutrina de Mazzili, referência dentro do próprio MP, considera a norma excessivamente protetiva e argumenta que se a lei poderia prever outras hipóteses de perda do cargo respeitando a necessidade de trânsito em julgado para tanto, sendo aplicável, pois, a sanção do art. 92, do CP.
Porém, o STJ faz uma interpretação mais próxima da literalidade do artigo e afirma serem necessárias duas ações: uma penal e, posteriormente, outra cível (REsp 1251621).
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2020.10.02 10:09 dwokarrr Latino debate

So I noticed Rosalia's been getting a lot of backlash lately on "claiming" to be Latina/appearing on a predominantly Latino-celebrating show(?) Can someone please explain to me what exactly people are so mad about? I'm genuinely curious. So I understand she's from Spain and is therefore Hispanic rather than Latino. But why are people so upset? Isn't it like claiming to be German when you're actually Swedish? Misleading and dumb, but is it that bad? People are bringing up things like "colonizer" and the fact that she's white. But aren't most/alot of Latinos white? I know there's Afro Latinos and Native/indigenous Latinos, so as long as she's not claiming to be either of those (a POC), what is problematic about her behavior? Is it just a pride thing? A Latino vs Hispanic thing...? Why do people want to cancel her for it? Super curious.
edit: so I checked the data and according to this, indigenous people are not the majority in Latin American countries and according to this, black people are not either. So at least half the population of most of these countries is white. Is she claiming her ethnicity to be different or something?
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2020.09.10 13:57 gustavorochacom Head de Compliance e DPO: Pode ser um só?

Divido o artigo do advogado Luis Fernando Prado Chaves do escritório Daniel Law sobre este tema tão relevante: Pode o DPO ser o mesmo de compliance?
O comparativo traçado pelo autor é completo e bem instigante e teço alguns comentários após:
Bélgica: Empresa é multada por ter nomeado head de compliance, auditoria e riscos como DPO.
Por: Luis Fernando Prado Chaves*
Na última semana, mais precisamente no dia 28/04/2020, em decisão que chocou parte dos especialistas europeus em proteção de dados, a Autoridade Belga (íntegra da decisão em holandês) multou uma operadora de telefonia em 50 mil euros em razão de inadequada nomeação de DPO (em português, encarregado de proteção de dados).
Após um incidente de segurança, a Autoridade daquele país realizou investigação sobre as práticas da empresa em matéria de proteção de dados e concluiu pela impossibilidade de cumulação das funções de DPO e head de compliance, pois as rotinas de compliance demandam tratamento constante e relevante de dados pessoais, o que inviabilizaria a supervisão independente de tais atividades por parte do DPO por se tratar da mesma pessoa. Ainda, tal cumulação de cargos, segundo a Autoridade Belga, revela um “significante grau de negligência” por parte da empresa investigada, o que culminou na aplicação da multa de 50 mil euros, que, à primeira vista, pode não parecer grande coisa, mas é a maior sanção administrativa imposta até agora pela Autoridade Belga, segundo os colegas europeus do escritório Fieldfisher.
O espanto dos profissionais de privacidade europeus se justifica em razão de a decisão ser considerada excessivamente rigorosa, já que: (i) o GDPR permite a cumulação do cargo de DPO com outras funções, desde que não haja conflito de interesses; (ii) as guidelines do WP29 (atual European Data Protection Board – EDPB) sobre DPO não chegam a esse nível de rigor, mencionando (tudo bem que a título de exemplo) posições de conflito com o DPO que passam longe daquilo que faz a pessoa em posição de head de compliance; e (iii) muitas empresas na Europa – tal como vem acontecendo no Brasil – nomearam seus heads de compliance como DPO, sendo que, apesar dos riscos jurídicos envolvidos, isso nunca tinha sido um problema efetivo à luz de proteção de dados até então.
Inclusive, segundo o último relatório de governança disponibilizado pela IAPP em conjunto com a EY, em 18% dos casos o DPO se reporta ao(à) head de compliance da organização. Não preciso nem mencionar que o precedente belga deixou o pessoal em terras de GDPR de cabelo em pé, colocando em xeque programas de governança em proteção de dados e fazendo uma dúvida inquietante atravessar o Atlântico:

Mas, afinal, aqui no Brasil DPO vai poder acumular o cargo de head de compliance?

Bem, se lá no primeiro mundo, onde o GDPR é realidade, há muitos colegas discordando e encarando com perplexidade a decisão da Autoridade Belga, aqui no Brasil precisamos lembrar que a LGPD é omissa em relação ao acúmulo de funções, não dispondo sequer (ao menos não de maneira expressa) sobre a necessidade de se evitar conflito de interesses. Portanto, podemos concluir que é totalmente viável que o DPO acumule função, mas alguns alertas devem ser feitos – e o precedente belga deveria fazer com que abríssemos ainda mais os olhos.
Considerando a influência do direito europeu de proteção de dados sobre o brasileiro, bem como as tendências interpretativas que são esperadas da doutrina, jurisprudência e autoridade nacional, devemos considerar a ação de evitar conflito de interesses nas atribuições do DPO, senão como obrigação implícita decorrente do artigo 41, §2o, III (que estabelece como função do DPO o dever de orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais), ao menos como uma prática fortemente recomendável, para dar efetividade ao artigo 50 da LGPD (que aborda os elementos de um programa de governança adequado).
Abaixo, apresento breves dicas de como materializar tal prática:
✓ Dotar o DPO de independência para exercer suas funções;
✓ Prover os recursos necessários, conforme o tamanho da organização, para que as funções do DPO sejam realizadas a contento;
✓ Idealmente, não imergir o DPO em áreas/estruturas que ele deverá analisar criticamente, tais como:
📷 Compliance: o DPO deve analisar as operações de background-check que envolvem dados pessoais e são conduzidas por essa área;
📷 TI: o setor de TI é responsável, por exemplo, pela aquisição de tecnologia da empresa, o que, no melhor cenário, deveria contar com uma análise isenta por parte do DPO;
📷 Segurança da Informação: também no contexto ideal, o DPO deveria servir como uma segunda opinião em relação a assuntos que envolvam segurança da informação aplicada a dados pessoais;
📷 Outras áreas de conflito evidente: são exemplos de áreas que podem trazer notório conflito de interesses em relação às atividades de DPO: RH, marketing, inovação, digital, big data, comercial/vendas etc.
Além disso, é importante que o DPO tenha as seguintes garantias que prestigiam a independência a ser perseguida:
➢ Ter acesso às lideranças das áreas-chave da empresa;
➢ Ter recursos (humanos e materiais) para o desempenho de suas funções;
➢ Reportar-se ao mais alto nível gerencial da organização; e
➢ Ter autonomia para exercício de suas atividades sem que sua atuação sofra pressões por resultados financeiros ou metas comerciais.
É claro que aqui estamos falando do mundo ideal. Em algumas organizações, principalmente em razão do porte e orçamento, não será possível criar uma área autônoma para o DPO e seu time, que se reporte ao mais alto nível gerencial como mandam as melhores práticas. Na maioria desses casos, a solução será mesmo a de cumular funções, ocasião em que será de extrema importância a implementação de mecanismos por parte da companhia para lidar com os conflitos de interesses que surgirão no dia-a-dia.
Enfim, como (quase) tudo na jornada de governança em proteção de dados, também para a estruturação de um cargo efetivo de DPO não há fórmula única. No entanto, o precedente belga deixa claro algo que é aplicável aqui ou lá: se o seu DPO for apenas para inglês ver, a caneta da autoridade poderá agir. Todo cuidado é pouco nos programas de adequação à LGPD, especialmente no desenho da estrutura de governança, para que as medidas adotadas pelas organizações não sejam interpretadas como “significante grau de negligência“.
\ Luis Fernando Prado Chaves é sócio e head da área de Direito Digital e Proteção de Dados da Daniel Advogados. Profissional de privacidade (CIPP/E) certificado pela International Association of Privacy Professionals (IAPP). Advogado reconhecido como um dos mais admirados pelo anuário Análise 500 (2019). Premiado como Legal Influencer na categoria “Leading author for Technology, Media and Telecom (TMT) – Central and South America” pelo portal jurídico Lexology. Possui mestrado (LLM) em Derecho Digital y Sociedad de la Información pela Universitat de Barcelona. Especialista em Propriedade Intelectual e Novos Negócios pela FGV DIREITO SP. Graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Co-autor dos livros “Comentários ao GDPR – Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia” e “LGPD Comentada” (Ed. Revista dos Tribunais). Professor e palestrante convidado em diversas instituições de ensino do país. Foi pesquisador externo do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI) da FGV Direito SP, onde participou das contribuições ao Anteprojeto de Lei sobre Proteção de Dados (Ministério da Justiça), que resultou na LGPD.*
Luis Fernando Prado Chaves CIPP/E Partner @ Daniel Law Head de Direito Digital, Privacidade e Proteção de Dados IT, Privacy & Data Protection
Interessante não?
Numa primeira análise, concordo com a Bélgica, devemos ter figuras diferentes entre head de compliance e DPO. Seus trabalhos são diversos e podem ser influenciados um pelo outro, além de poder gerar decisões antagônicas e quiçá contraditórias…
Mais um assunto para LGPD em 2021!
#FraternoAbraço #GustavoRocha (51) 98163.3333 [[email protected]](mailto:[email protected]) www.gustavorocha.com @ConsultorGustavoRocha Instagram Facebook LinkedIn
#Consultoria GustavoRocha.com Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos Robôs Inteligência Artificial Jurimetria Marketing Jurídico Fluxos Internos Plano de Carreira Financeiro @GustavoRochaCom Twitter Facebook LinkedIn YouTube Gustavo Rocha Podcast Spotify
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.15 09:11 meucat Globo diz que Datafolha diz que 47% das pessoas acham que Bolsonaro NÃO tem culpa nenhuma pelos 100 mil mortos. So 11% acham que é culpado.

https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/08/15/datafolha-47percent-isentam-bolsonaro-de-culpa-por-100-mil-mortes-no-brasil-11percent-culpam-o-presidente.ghtml
Deve ser muito triste ter que engolir cru e sem sal que os caras ja não tem mais nenhuma força para manipular opiniões no país.
Tanto esforço jogado fora durante meses usando todos os recursos da rede, entre periódicos, revistas, programas de TV, fantásticos, jornais nacionais, queimando reputações de jornalistas , para no final das contas perceber que ninguém mais acredita neles.
Talvez a globo está levantando uma bandeira branca com estas publicações. A data para renovar concessão se aproxima, ja não tem folego para tocar mais metralha no jornal nacional, no fantastico nem se fala, fizeram um esforço máximo, queimaram todos os cartuchos, estão ofegantes sem poder respirar, e agora percebem que nem conseguiram fazer cocegas no oponente.
Geralmente numa situação destas o inimigo se ajoelha e pede clemencia. Mas nunca se sabe com estes loucos suicidas.
Agora so falta Datafolha ser honesta e também incluir uma pergunta na pesquisa "vc. acredita que a globo é culpada pelos 100 mil mortos ao combater o uso de cloroquina e outros medicamentos"?
Vc percebe o quanto estas pesquisas são manipuladas ao ver que eles evitam fazer a pergunta mais obvia de todas "vc acha que o STF é culpado pelas 100 mil mortes por ter tirado a responsabilidade do Bolsonaro e repassado aos governadores e prefeitos ??"
Ali quero ver a resposta. Mas é claro que o cagaço de fazer esta pergunta é monumental.
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2020.08.08 11:02 niuz-bot O misterioasă "emisie radio rapidă" a fost detectată mai aproape de Pământ decât oricând - [Actualitate][Internațional]

În urmă cu aproximativ 30.000 de ani, o stea muribundă aflată de cealaltă parte a discului Căii Lactee a emis un puternic amestec de raze-X și unde radio, care la data de 28 aprilie 2020 a trecut peste Pământ, declanșând alarma la observatoarele radioastronomice de pretutindeni de pe glob, transmite Live Science, citată de Agerpres. Semnalul a fost detectat și în jumătate de secundă a dispărut, însă astronomii și-au dat seama că au surprins ceva deosebit: prima "emisie radio rapidă" (fast radio burst - FRB) ce provine de la o stea cunoscută din Calea Lactee, conform unui studiu publicat la 27 iulie în revista The Astrophysical Journal Letters.
Citeste in continuare: https://www.hotnews.ro/stiri-international-24218790-misterioasa-emisie-radio-rapida-fost-detectata-mai-aproape-pamant-decat-oricand.htm
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2020.07.28 18:55 aquele_inconveniente Porque cresce o Chega? [Republicação devido ao original ter sido removido pela moderação do r/Portugal]

Preâmbulo
Ao longo das últimas semanas tenho notado que quer eu, quer outros utilizadores que sei não serem apoiantes do Chega, começamos a defender com mais frequência certas acusações feitas contra esse partido ou o seu deputado. Não entendi porquê. Se não sou apoiante porque é que me vejo cada vez mais do lado de lá das trincheiras.
Notei também que o ataque na comunicação social e nas redes sociais contra esse partido é implacável e feroz. Entre as tácticas usadas encontram-se a seguinte:
Apesar disto tudo o Chega incha e sobe. As sondagens apontam para 7% e ainda nem um ano de legislatura ocorreu. Estes 7% são na gíria do marketing os early adopters. Aqueles que dão a massa crítica para que depois os restantes consumidores possam adoptar também esse produto ou tecnologia.
Penso haver dois grandes factores que contribuíram para um grande número de early adopters. A retórica contra o partido e a proliferação das redes sociais:

1. Retórica contra o partido

Se repararem com atenção, discute-se muito pouco o programa do Chega. Esse programa é paupérrimo em ideias concretas e contraproducente em muitas áreas mas poucos o leram e os poucos que tentaram avisar para isso foram abafados no resto de informação que circula sobre o partido.
O programa nunca foi verdadeiramente usado pela oposição. Toda a retórica está assente na acusação de racismo e/ou fascista ao André Ventura, e aos eleitores do Chega.
A chuva de acusações é tanta e de normalmente de forma tão exagerada e ridícula (lembram-se da saudação "nazi" na manifestação?) que a sociedade civil começa a não ligar às acusações. Aqueles que tentaram ver além dos títulos das notícias começaram a ver que afinal tudo não passava de uma caça-às-bruxas
Outros, como eu, apesar de terem lido o programa do partido e não concordarem com ele começaram a revoltarem-se contra a parcialidade da comunicação social e de certos utilizadores em redes sociais e começaram a defender o partido em prol da verdade. Essa defesa provavelmente criou outros que o defendam ou até mesmo verdadeiros apoiantes do partido.
Ou seja é o ataque é tão descarado que tem o efeito contrário de exacerbar o apoio naqueles que estariam susceptíveis a apoiar e não afectar aqueles que nunca votariam no partido de qualquer forma.
Pior, como se passa o dia nestas traquitanas, nunca se ouve o programa ou algo do partido, apenas alegações disto e daquilo e sempre com um foco no carácter do Ventura e não nas ideias que defende. Parecem os conservadores do pré 25 de Abril a dizerem que os comunistas eram maus, não porque tinham um teoria economica ridicula e oprimirem a liberdade das pessoas, mas porque comiam as criancinhas...

2. Redes Sociais

Como já não se precisa do telejornal para obter as noticias e perceber a opinião dos restantes portugueses a vida ficou mas dificil para quem quer controlar a "populaça" Quem vê TV ou ouve a rádio e depois vai ao facebook, reddit ou outra coisa percebe que há dois mundos muito diferentes.
As ideias que estavam escondidas e suprimidas pela progamática ideologica da comunicação social estão agora soltas. A conversa de café que se pensava ser só no "nosso café" e que no resto do país, pela televisão, não existiam, são agora comprovadas pelos comentários de centenas de pessoas que partilham a mesma opinião.
Ou seja, isto só tende a dar mais apoio a ideologias que estão na população e encontraram uma forma de terem a sua representação democrática por já não serem oprimidas.

O papel dos early adopters

Voltando ao tema da adopção, e tratando o Chega como algo um conjunto de ideias que se pode adoptar (por oposição a outros conjuntos de ideias no mercado vendidas por outros partidos) há cinco fases:
  1. Inovadores
  2. Adoptantes iniciais
  3. Maioria inicial
  4. Maioria tardia
  5. Atrasados
De forma muito simplista as etapas de adopção dependem em boa parte das etapas anteriories pois pode inibir ou potenciar o crescimento. Na minha opinião o Chega estará neste momento no ponto 2 mas com um número de adoptantes iniciais muito significativo. A quantidade de adoptantes iniciais tem um papel crucial no desenrolar futuro pois influencia as adopções seguintes. Ser 7% significa que à data a grande maioria de nós terá no seu círculo de amigos (assumindo que temos pelo menos um círculo de 15-20 pessoas) pelo menos um apoiante do Chega, sendo até mais relevante neste fórum já que o eleitor médio do Chega é mais novo do que o dos restantes partidos.
Isto significa que todos nós temos alguém que normaliza as ideias do partido. Essa pessoa vai ser geralmente alguém normal, que não tem a cabeça rapada, que não tem tatuagens e piercings, que trabalha numa PME ou na função pública. Alguém que parece igual a qualquer outra e que está longe de ser uma caricatura de extremistas (os skinheads da direita e os antifa da esquerda). Esta normalização vai retirar os tabu daquilo que o partido é. Perguntas políticas até agora proibidas socialmente passarão a ser normalizadas como os seguintes exemplos:
Esses early adopters que à vista de todos são pessoas normais, vão assim conquistar no seu seio de amigos os seguintes apoiantes.
Fica a questão para quem é contra o Chega. Ainda se vai a tempo de parar com a fantochada, trata-lo como um partido normal e deixar que o programa afaste eleitores, ou já conseguiram, por obra vossa, fazer deste partido a terceira força política do país?
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2020.07.27 17:10 aquele_inconveniente Porque cresce o Chega?

Preâmbulo
Ao longo das últimas semanas tenho notado que quer eu, quer outros utilizadores que sei não serem apoiantes do Chega, começamos a defender com mais frequência certas acusações feitas contra esse partido ou o seu deputado. Não entendi porquê. Se não sou apoiante porque é que me vejo cada vez mais do lado de lá das trincheiras.
Notei também que o ataque na comunicação social e nas redes sociais contra esse partido é implacável e feroz. Entre as tácticas usadas encontram-se a seguinte:
Apesar disto tudo o Chega incha e sobe. As sondagens apontam para 7% e ainda nem um ano de legislatura ocorreu. Estes 7% são na gíria do marketing os early adopters. Aqueles que dão a massa crítica para que depois os restantes consumidores possam adoptar também esse produto ou tecnologia.
Penso haver dois grandes factores que contribuíram para um grande número de early adopters. A retórica contra o partido e a proliferação das redes sociais:

1. Retóricacontra o partido

Se repararem com atenção, discute-se muito pouco o programa do Chega. Esse programa é paupérrimo em ideias concretas e contraproducente em muitas áreas mas poucos o leram e os poucos que tentaram avisar para isso foram abafados no resto de informação que circula sobre o partido.
O programa nunca foi verdadeiramente usado pela oposição. Toda a retórica está assente na acusação de racismo e/ou fascista ao André Ventura, e aos eleitores do Chega.
A chuva de acusações é tanta e de normalmente de forma tão exagerada e ridícula (lembram-se da saudação "nazi" na manifestação?) que a sociedade civil começa a não ligar às acusações. Aqueles que tentaram ver além dos títulos das notícias começaram a ver que afinal tudo não passava de uma caça-às-bruxas
Outros, como eu, apesar de terem lido o programa do partido e não concordarem com ele começaram a revoltarem-se contra a parcialidade da comunicação social e de certos utilizadores em redes sociais e começaram a defender o partido em prol da verdade. Essa defesa provavelmente criou outros que o defendam ou até mesmo verdadeiros apoiantes do partido.
Ou seja é o ataque é tão descarado que tem o efeito contrário de exacerbar o apoio naqueles que estariam susceptíveis a apoiar e não afectar aqueles que nunca votariam no partido de qualquer forma.
Pior, como se passa o dia nestas traquitanas, nunca se ouve o programa ou algo do partido, apenas alegações disto e daquilo e sempre com um foco no carácter do Ventura e não nas ideias que defende. Parecem os conservadores do pré 25 de Abril a dizerem que os comunistas eram maus, não porque tinham um teoria economica ridicula e oprimirem a liberdade das pessoas, mas porque comiam as criancinhas...

2. Redes Sociais

Como já não se precisa do telejornal para obter as noticias e perceber a opinião dos restantes portugueses a vida ficou mas dificil para quem quer controlar a "populaça" Quem vê TV ou ouve a rádio e depois vai ao facebook, reddit ou outra coisa percebe que há dois mundos muito diferentes.
As ideias que estavam escondidas e suprimidas pela progamática ideologica da comunicação social estão agora soltas. A conversa de café que se pensava ser só no "nosso café" e que no resto do país, pela televisão, não existiam, são agora comprovadas pelos comentários de centenas de pessoas que partilham a mesma opinião.
Ou seja, isto só tende a dar mais apoio a ideologias que estão na população e encontraram uma forma de terem a sua representação democrática por já não serem oprimidas.

O papel dos early adopters

Voltando ao tema da adopção, e tratando o Chega como algo um conjunto de ideias que se pode adoptar (por oposição a outros conjuntos de ideias no mercado vendidas por outros partidos) há cinco fases:
  1. Inovadores
  2. Adoptantes iniciais
  3. Maioria inicial
  4. Maioria tardia
  5. Atrasados
De forma muito simplista as etapas de adopção dependem em boa parte das etapas anteriories pois pode inibir ou potenciar o crescimento. Na minha opinião o Chega estará neste momento no ponto 2 mas com um número de adoptantes iniciais muito significativo. A quantidade de adoptantes iniciais tem um papel crucial no desenrolar futuro pois influencia as adopções seguintes. Ser 7% significa que à data a grande maioria de nós terá no seu círculo de amigos (assumindo que temos pelo menos um círculo de 15-20 pessoas) pelo menos um apoiante do Chega, sendo até mais relevante neste fórum já que o eleitor médio do Chega é mais novo do que o dos restantes partidos.
Isto significa que todos nós temos alguém que normaliza as ideias do partido. Essa pessoa vai ser geralmente alguém normal, que não tem a cabeça rapada, que não tem tatuagens e piercings, que trabalha numa PME ou na função pública. Alguém que parece igual a qualquer outra e que está longe de ser uma caricatura de extremistas (os skinheads da direita e os antifa da esquerda). Esta normalização vai retirar os tabu daquilo que o partido é. Perguntas políticas até agora proibidas socialmente passarão a ser normalizadas como os seguintes exemplos:
Esses early adopters que à vista de todos são pessoas normais, vão assim conquistar no seu seio de amigos os seguintes apoiantes.
Fica a questão para quem é contra o Chega. Ainda se vai a tempo de parar com a fantochada, trata-lo como um partido normal e deixar que o programa afaste eleitores, ou já conseguiram, por obra vossa, fazer deste partido a terceira força política do país?
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2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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2020.07.21 21:59 desafiodos7anos Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

Pós-graduação lato sensu em Ethical Hacking e Cybersecurity do Centro de Inovação VincIT (UNICIV) pela Faculdade Eficaz. Pós-graduação lato sensu em andamento em Data Science pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Especialização em Epidemiology in Public Health Practice pela Johns Hopkins University (Coursera Specialization). Especialização em Fundamentals of Computing Network Security pela University of Colorado System (Coursera Specialization). Especialização em Journey of the Universe: A Story for Our Times pela Yale University (Coursera Specialization). Especialização em andamento em Computational Social Science pela University of California, Davis (Coursera Specialization). Graduação em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Graduação em andamento em Tecnologia em Radiologia pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Fundador do projeto de divulgação científica e filosófica Universo Racionalista. Editor-chefe do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade. Colaborador da revista cética argentina Pensar, uma publicação da organização internacional Center for Inquiry. Interesses em Data Science, Divulgação Científica, Ethical Hacking, Filosofia Científica, Pseudociência, Radiologia e Redes de Computadores. (Texto informado pelo autor)

Criador do Universo Racionalista
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2020.07.20 05:49 gliese1337 On Smell Terms

There is a common conception in WEIRD (Western, educated, industrialized, rich and democratic) culture for pretty much ever that smell is entirely "ineffable" and simply cannot be adequately expressed in words by any means other than comparison and analogy. However, it turns out that as far back as at least 1946, there was English-language documentation of a natural human language with basic terms for olfactory experiences: Totonac, an almost-isolate (with one known relative) language of Mexico.
Totonac has 7 monomorphemic roots for expressing different types of smells, and one generic verb for expressing that a smell is permeating the air, with a small number of more specific derived terms from each root (for a total of 21 options for named smells according to the linked reference)--but there is no generic term for assigning a smell to something. I.e., you cannot say merely "something smells"--you must say that it falls into one of the basic categories enumerated by smell terms.
More recently, in 2014 we have a couple of papers on the Austroasiatic languages Jahai and Maniq (aka Kensiu). In Jahai (Odors are expressible in language, as long as you speak the right language) there 12 basic odor terms, with a few synonyms due to borrowing that bring the total number of distinct senses down to 9. Tests on native Jahai speakers answering the question "what smell is this" how overwhelming preference for use of these basic terms over comparison constructions, and inter-rater agreement well above the agreement among English speakers on smell descriptions, and comparable to Jahai inter-rater agreement on color categorization.In Maniq (Revisiting the limits of language: The odor lexicon of Maniq) there are 15 basic smell terms (5 of which are compounds/phrases starting with the word "smell", and so probably originated as comparisons, much like English "orange" derives from the fruit but is now fully integrated into the color lexicon).
Meanwhile, there is a paper from 2013 (Categorical Dimensions of Human Odor Descriptor Space Revealed by Non-Negative Matrix Factorization) which indicates that, despite the extremely high, possibly-infinite dimensionality of the physical input space, much like human neurology projects the electromagnetic spectrum down to a 3D perception space, human olfactory perception space seems to be approximately 10-dimensional, and highly clustered. (TLDR version: they took a database of odors classified by subjective English labels, and then something like principle-component dimensionality reduction to discover the true dimensionality of the data). Specifically, it tends to be highly clustered along the axes.
That's small enough that one could imagine an approach similar to how we handle taste, with independent words for each basic dimension (i.e., sweet, sour, salty, bitter, savory), rather than how we divide up color with words covering multi-dimensional volumes--especially since the clustering is highly axis-aligned, so given an appropriate set of basic smell words, you'd be highly likely to only need 1 to accurately identify any given smell. And in fact, given the counts of basic lexemes in Totonac, Jahai, and Maniq, which are not far off from 10, it seems very likely that that is in fact exactly what they are doing.
However, a closer look at Maniq (with the largest number of basic terms) reveals something different: by analyzing data from elicited similarity judgments, the authors of that paper were able to reduce the dimensionality of the linguistic odor space of Maniq down to only two major axes, corresponding approximately to "smells of stuff that is edible" vs. "smells of stuff that is pleasant". (Note that while most foods also smell good, there are indeed edible items which smell terrible, and nice-smelling things which absolutely should not be eaten.) This permits an approach to smell terms which is much more akin to how English and other European languages handle color--by assigning words to areas/volumes of the semantic space, rather than to individual axes.
Now, if one is creating a human language and wants to use the taste-analogous approach, with axis-aligned basic smell terms, stealing the Totonac or Jahai lists, or a mixture of the two, seems like a decent idea. If you are creating an alien or animal language, such that it is unlikely that your speakers have the same olfactory dimensions as humans, that may be a little more difficult to pull off (although for aliens I suppose you could just make up a set of random dimensional terms and claim that it all makes sense to them and that humans will simply never understand).
However, the color-analogous approach using a non-physically-based, culturally-defined set of axes for a sensory space should work for any set of speakers that can smell at all. This approach does seem to have the issue that it intentionally leaves out a lot of detail that one might care about in specific situations (especially if designing a language for rabbits or dogs or some other creature with a much better sense of smell than we have), but the escape hatch of using source-based comparisons in those cases is still open (just as it is for getting super-specific about colors in English). And now I wonder if that is in fact why Maniq has that set of 5 source-derived terms in its odor lexicon, in contrast to Jahai and Totonac... because, once the system is re-analyzed by speakers as being independent of the primary axes of the relevant semantic space, and instead as covering volumes of a semantic space, it becomes trivial to integrate an arbitrary number of additional terms into the system.
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2020.07.06 15:23 portalrbn Nova revista da construção civil vai reunir dados de Big Data em edições trimestrais

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2020.07.06 15:22 lucasboliviani Nova revista da construção civil vai reunir dados de Big Data em edições trimestrais

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2020.07.06 15:22 alicinhamaia2 Nova revista da construção civil vai reunir dados de Big Data em edições trimestrais

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2020.07.06 15:22 juliafonseca Nova revista da construção civil vai reunir dados de Big Data em edições trimestrais

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2020.06.21 23:16 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte VII

Outras partes: Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V Parte VI
1966
- Dos 124 países filiados à FIFA, 74 se inscreveram até a data-limite (foram rejeitadas as inscrições de Guatemala, Congo e Filipinas por problemas nas inscrições);
- Haviam 14 vagas em disputa, pois o Brasil, como campeão, e a Inglaterra, como sede, já estavam garantidos. As vagas foram divididas assim: 9 para a UEFA (sendo disputadas por 32 seleções, incluindo Israel e Síria), 3 para a CONMEBOL (sendo disputadas por 9 seleções), 1 para a CONCACAF (disputada por 10 seleções) e 1 para a Ásia e a África (disputada por 21 seleções, incluindo a Austrália);
- Juntas, África e Ásia já possuíam o maior contingente de países filiados à FIFA – 57, quase a metade do total. Dos 29 novos países que haviam aderido à FIFA entre 1960 e 1963, 22 eram africanos ou asiáticos. 15 equipes africanas e a Síria desistiram em protesto pelo número de vagas para a África e Ásia. Mas, este não foi o único motivo: em abril de 1963, o Comitê Olímpico Internacional já havia excluído os sul-africanos dos Jogos Olímpicos e de todas as competições internacionais devido ao apartheid, isso não sensibilizou a FIFA, que rejeitou a expulsão da África do Sul, gerando muitos protestos. Somente após todas as seleções africanas desistirem (em outubro de 1964) é que, finalmente, a FIFA decidiu suspender a África do Sul (excluindo, assim, sua inscrição), a exclusão do quadro da FIFA só foi acontecer em 1976. João Havelange foi eleito presidente da FIFA em 1974, muito por conta da falta de tato político da FIFA, em se tratando de distribuição de vagas para os continentes e os imbróglios com questões políticas, era necessário um presidente não europeu;
- No fim, a Coréia do Sul também desistiu, pois não queria ir a Coréia do Norte. Isto justifica o fato de 74 seleções terem se inscrito, porém apenas 51 jogarem;
- No grupo 1 (UEFA), ficaram Bélgica, Bulgária e Israel. Em 1963, a Bélgica aplicou uma goleada, em casa, de 5x1 no Brasil (sem Pelé e com a equipe em renovação). Portanto, a Bélgica era franca favorita, porém acabou empatando em pontos com a Bulgária e isso levou a um jogo desempate. Esse empate em pontos só ocorreu porque a Bulgária venceu Israel, na última rodada, em Tel-a-Viv com um gol a 4 minutos do fim. Gol de Asparukhov. O jogo desempate ocorreria na Itália, em Florença, dia 29 de dezembro de 1965 e, com dois gols de Asparukhov, a Bulgária venceu por 2x1 e garantiu a última vaga da copa;
- Coincidências: a Bulgária garantiu a última vaga da copa, assim como em 1961, contra uma seleção favorita (em 61, foi a França) e em solo italiano (em 61, foi em Milão). Ambas foram em um dia frio de dezembro e os artilheiros da seleção de ambas as eliminatórias morreriam no mesmo acidente: Asparukhov e Nikola Kotkov, faleceriam num acidente de carro, em 30 de junho de 1971, quando eram companheiros de clube no Levski de Sófia. Mais de 550 mil pessoas compareceram no funeral de Asparukhov;
- O quarto jogo do grupo 2 seria decisivo. A Suécia jogava em casa contra a Alemanha e precisava vencer para empatar em pontos com os alemães, forçando o jogo desempate, já que o Chipre, o outro integrante do grupo seria o saco de pancadas. Foi nesse jogo que estreou Franz Beckenbauer, a Alemanha venceu por 2x1;
- No grupo 5 (UEFA), Holanda, Suíça e Irlanda do Norte fizeram jogos muito equilibrados. Na última rodada, aos 45 do segundo tempo, a Suíça fez o gol da vitória por 2x1 sobre a Holanda, chegando a 9 pontos. A Irlanda do Norte, de George Best, só precisa ganhar da Albânia, o jogo era em Tirana, mas a Albânia havia perdido TODOS os jogos do grupo até ali, e parecei que perderia esse também, até os 32 do segundo tempo, quando achou o gol de empate que acabou classificando os Suíços;
- 98 mil na Alemanha Oriental (Jogo aqui), 70 mil na Áustria e 73 mil na Hungria. Os jogos do grupo 6 da UEFA, foram quase todos com o estádio completamente lotado. Em Viena, no jogo Áustria x Hungria, um clássico já que ambos os países pertenceram a mesma nação, foram 70 mil no estádio e 20 mil fora querendo entrar, mesmo sem ingresso. A polícia austríaca teve problema para contornar;
- A Espanha ficaria no grupo da Irlanda e da Síria. A Síria desistiu e Espanha e Irlanda ganharam cada uma seu jogo em casa entre si. No jogo desempate, em Paris, aos 35 minutos do segundo tempo, José Armando Ufarte Ventoso fez o gol que levou a Espanha a copa. Ufarte nascera em 1941, em Pontevedra, na Espanha, mas sua família se mudara para o Rio de Janeiro quando ele tinha cinco anos. Com o apelido de “Espanhol” começou nas categorias de base do Flamengo em 1958, foi emprestado para o Corinthians, voltando em 1962 para o Flamengo, foi titular durante dois anos e campeão carioca de 1963. Em 1964, foi vendido ao Atlético de Madri, onde foi 3 vezes campeão espanhol. Pela seleção da Espanha, Ufarte atuou 16 vezes e marcou dois gols;
- Na América do Sul, foram 9 seleções divididas em 3 grupos de 3. O Uruguai e a Argentina se classificaram sem muitas dificuldades, enfrentando Peru e Paraguai, respectivamente, como maiores ameaças. Porém, no grupo de Chile, Equador e Colômbia a coisa foi mais complicada. Chile e Equador terminaram empatados em pontos e precisaram fazer um jogo desempate. O jogo foi em Lima e terminou 2x1 para os Chilenos. Assista aqui ;
- Pela CONCACAF, México e Costa Rica decidiram a vaga na cidade do México, quem vencesse estaria classificado, o empate geraria um jogo desempate. Aos 16 minutos do primeiro tempo, o México fez 1x0, e após provocações dos jogadores e torcedores que invadiram o campo, os costarriquenhos resolveram devolver na porrada. Pancadaria rolou por 17 minutos, quando o juiz expulsou um de cada lado, porém a torcida mexicana não concordou, achando que apenas o jogador da Costa Rica deveria ser expulso, começaram a arremessar tudo o que podiam no gramado. Só depois do juiz anular a expulsão do jogador mexicano Munguía é que o jogo pode continuar. Mas, no segundo tempo, ele acabou sendo expulso de qualquer jeito junto com mais dois jogadores da Costa Rica;
- Na Ásia, a Coréia do Norte venceu os dois jogos contra a Austrália. Vídeo Aqui;
Um pouco além das Eliminatórias:
- Um dos motivos encontrados para explicar o fracasso da seleção na copa de 66 foi “a absurda convocação de 45 jogadores”. Porém, em 1962, foram chamados 41 jogadores, ninguém reclamou. A grande diferença é que 1966, a desorganização permitia que dirigentes dos clubes pressionassem os cortes e a convocação. Além disso, em 1962, pelos menos 15 dos 22 jogadores todos sabiam que iriam para a copa de qualquer jeito;
- Se as nações africanas desistiram, e a copa não teve seleções africanas participantes entre 1934 e 1970, o continente não deixou de ser bem representado. Pela segunda vez um artilheiro de Copa do Mundo era nascido no continente africano. A primeira foi em 1958, com o marroquino Just Fontaine, que atuou pela Seleção da França. Eusébio, goleador do Mundial da Inglaterra, era natural de Moçambique;
- A derrota para a Hungria na segunda rodada da Copa do Mundo de 1966 quebrou uma série de 13 jogos invictos do Brasil (11 vitórias e 2 empates). Nunca uma seleção ficou tanto jogos sem perder na competição;
- Essa foi a primeira Copa que não teve jogos aos domingos. Por motivos religiosos, os esportes eram proibidos nesse dia nas Ilhas Britânicas. Os britânicos só teriam o domingo liberado para o futebol a partir de 1973. Até hoje permanece a maioria dos jogos da Premier League segue sendo no sábado;
Fontes:
A grande história dos mundiais 1962, 1966, 1970, do MAX GHERINGER (2018).
https://trivela.com.bcopa-copa-historia-completa-da-repescagem-intercontinental-nas-eliminatorias/
GEHRINGER, Max. Revista A Saga da Jules Rimet. A História das Copas de 1930 a 1970. Editora Abril, 2006.
https://www.fifa.com/worldcup/archive/england1966/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1966
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1966
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2020.06.04 04:28 niuz-bot SUA: Jim Mattis, fostul șef al Pentagonului, îl acuză pe Donald Trump că "divizează" America - [Actualitate][Internațional]

Fostul secretar al Apărării, Jim Mattis, care a demisionat pentru a protesta față de retragerea trupelor americane din Siria, l-a acuzat miercuri pe președintele SUA, Donald Trump, că încearcă să "divizeze" America, notează AFP, potrivit Agerpres. "În timpul vieții mele, Donald Trump este primul președinte care nu încearcă să îi unească pe americani, care nici măcar nu se face că încearcă", a spus fostul secretar al Pentagonului într-o declarație publicată online de revista The Atlantic. "În loc de asta, el încearcă să ne divizeze", a adăugat fostul general al US Marine Corps, foarte respectat, care până în prezent și-a afișat rezerva, dar fără să comenteze direct mandatul miliardarului republican. De data aceasta, este prea mult, în opinia sa: "Plătim consecințele celor trei ani fără adulți la comandă".
Citeste in continuare: https://www.hotnews.ro/stiri-international-24035455-sua-jim-mattis-fostul-sef-pentagonului-acuza-donald-trump-divizeaza-america.htm
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2020.05.27 10:55 spetsnatz [Anúncio AMA] David Almas, editor do boletim tlim, jornalista e analista independente

Caros amigos, é com grande prazer que anunciamos o nosso próximo AMA com um convidado que nos deixa muito orgulhosos: David Almas (davidalmas).
David Almas é jornalista e uma das grandes referências das finanças pessoais, escrevendo artigos há mais de vinte anos e para mais de uma dúzia de publicações. Depois de passar pelo Jornal de Negócios, fundou a revista Carteira, onde foi director editorial. É ainda editor do boletim tlim, jornalista e analista independente, sendo também um dos organizadores do Grémio de Finanças Pessoais. É licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, pós-graduado em Análise Financeira e mestre em Finanças pelo ISEG.
Falando pessoalmente, sigo o trabalho do David há muitos anos e foi com grande satisfação que recebi a sua resposta positiva ao nosso desafio. Quero desde já agradecer ao David pela prontidão que demonstrou para responder às perguntas da comunidade.
A obra e experiência do convidado serão uma mais valia para todos nós e uma oportunidade única para colocar questões a uma figura tão relevante como o David. Tenho a certeza que será uma experiência memorável para todos.
A estrutura deste AMA será ligeiramente diferente dos anteriores e foi acertada com o convidado da seguinte forma:
Data do AMA: Sábado, 30 de Maio às 16h.
Local: /literaciafinanceira
Confirmação: David Almas no tlim.pt
NOTA: Este post é apenas o anúncio, por favor coloquem as questões na thread do AMA de acordo com as regras acima descritas.
Contamos convosco!
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2020.05.15 23:57 marciofsrj Mulher Maravilha (Renascimento) nº 38


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Mulher Maravilha (Renascimento) nº 38

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A Mulher-Leopardo está de volta, empunhando o terrível presente concedido por Lex Luthor em sua nova forma. Uma arma capaz de matar deuses. e amazonas!
(Wonder Woman 76-77)
Formato: 17x26 cm
Tipo de Produto: Revista Segmentos: Comics Marcas: DC - Renascimento Autor(es): G. Willow Wilson, Lee Garbett Check-List: Maio/2020 Classificação Etária: 14 anos Número de páginas: 48 Lombada/Encadernação: CANOA Tipo de capa: Cartão Data de Lançamento: 05/05/2020
SAIBA MAIS...
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2020.05.15 23:46 marciofsrj Injustiça II - Vol 01


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Injustiça II - Vol 01

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A guerra acabou, mas uma nova batalha está prestes a começar. Após anos de conflitos e massacres, Batman e seus aliados rebeldes finalmente venceram seu inimigo tirano Superman. Agora, o Homem de Aço está preso, e o Cavaleiro das Trevas controla o futuro do mundo. Porém, esse futuro está quase saindo do seu controle! Superman ainda tem muitos aliados, e eles vão fazer de tudo para libertar seu líder. Além disso, uma nova força emerge das sombras.
(Injustice 2 1-6)!
Formato: 17 x 26 cm
Tipo de Produto: Revista Segmentos: Comics Marcas: DC Check-List: Março/2020 Classificação Etária: 14 anos Roteiro: Tom Taylor Arte: Bruno Redondo, Cifuentes, Daniel Sampere, Vicente Número de páginas: 144 Tipo de capa: CARTÃO Data de Lançamento: 07/02/2020
SAIBA MAIS...
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2020.04.19 20:17 math_ctgs Jimmy Carter a Donald Trump: “Eu sei por que você tem medo da China.”

“Você tem medo que a China nos supere, e eu concordo com você. Mas você sabe por que a China nos superará? Eu normalizei relações diplomáticas com Pequim em 1979. Desde essa data você sabe quantas vezes a China entrou em guerra com alguém? Nenhuma, enquanto nós estamos constantemente em guerra.
Os Estados Unidos são a nação mais guerreira da história do mundo, pois quer impor valores americanos a todo o Ocidente e controlar as empresas que dispõem de recursos energéticos em outros países.
A China, por seu lado, está investindo seus recursos em projetos de infraestrutura, ferrovias de alta velocidade intercontinentais e transoceânicos, tecnologia 6G, inteligência robótica, universidades, hospitais, portos e edifícios em vez de usá-los em despesas militares.
Quantos quilômetros de ferrovias de alta velocidade temos em nosso país? Nós desperdiçamos U$ 3 trilhões em despesas militares para submeter países que procuravam sair da nossa hegemonia. A China não desperdiçou nem um centavo em guerra, e é por isso que nos ultrapassa em quase todas as áreas.
E se tivéssemos usado esses U$ 3 trilhões para instalar infraestruturas, robôs e saúde pública nos EUA teríamos trens-bala transoceânicos de alta velocidade e uma educação de qualidade."

(Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, dirigindo-se a Donald Trump na revista Newsweek, em abril 2019)

https://www.newsweek.com/donald-trump-jimmy-carter-china-war-infrastructure-economy-trade-war-church-1396086?fbclid=IwAR338jQn7cfPUeqo0VUAmwI_g2S4jXdn7VnhCUlTVwbFXnJ9ik5KpC9qscg
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